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Post Pago, Links de Afiliados e Twitter – Onde fica a Ética?

Se tem um dos assuntos mais delicados na blogosfera brasileira é falar de Post Pago ou ainda de Links de Afiliados. Para quem nunca ouviu falar, o Post Pago é uma forma de publicidade utilizada por várias agências e empresas de modo que um blog ou grupo de blogs falem de um determinado assunto que esta agência/empresa deseja.

Por exemplo, imagine uma empresa de hospedagem de sites, que deseja divulgar o seu novo produto, um novo servidor dedicado. Ela procura uma série de blogs onde pagar por um review editorial, ou seja, a opinião destes blogueiros sobre o serviço oferecido. Assim, estas empresas conseguem uma maior exposição da sua marca e/ou serviço.

Eu sempre tive uma posição radical contra links pagos ou ainda links de afiliados em blogs pois sempre acreditei que você trai o seu leitor, oferendo algo que você normalmente não ofereceria.

Após de uma avalanche de tentativas de Posts Patrocinados na blogosfera brasileira, eis que surge o Twitter, como ferramenta de comunicação em massa, e com ela, surgem os seus casos polêmicos. O que antes era um Post Patrocinado, passou ser uma Twittada Patrocinada, mas a filosofia era a mesma na minha visão.

Fiquei mais indignado ainda quando soube do caso do Marcelo Tas, que foi um dos pioneiros no ramo das Twittadas Patrocinadas. Apesar de não segui-lo, eu achava um abuso contra seus followers, que gostavam de ver o que ele escrevia e não sobre o que empresas pediam para ele escrever.

Pois bem, o tempo passa e criamos teorias, reformulamos outras e pensamos diferente.

A questão não é o fato de criar um Post Patrocinado ou uma Twittada Patrocinada, mas sim se quem o faz possui ética a ponto de dizer a verdade e produzir apenas conteúdo de qualidade, que seja  útil para aqueles que o seguem, que seguem os seus pensamentos e idéias. Se você, o produtor da idéia envia um Link de Afiliado no Twitter e o seu seguidor não gosta, você perde reputação, não é apenas o clique, mas sim a perca de confiança no que você produz.

Eu continuo não fazendo nenhum tipo de Post Patrocinado ou Twittada Patrocinada, mas digo o seguinte, se você deseja fazer, torne-a uma experiência única para o seu seguidor/leitor e aproveite da sua reputação.

Google Japão Foi Realmente Punido?

Olá pessoal, tudo bem com vocês?

Hoje ao ler os meus feeds, me deparei com um questionamento do Aaron Wall(SEOBook), que eu já fazia internamente na MestreSEO, “O Google Japão foi realmente punido?”.

Para aqueles que não ouvira, ou melhor, viram a história, eu postei na MestreSEO no dia 11 de Fevereiro, um artigo explicando tudo sobre a punição que o Google Japão recebeu ao realizar uma campanha de posts pagos para promover uma widget.

O Google Japão foi realmente punido?

Na minha visão, a punição foi apenas aparente, ou seja, apenas mudaram o PageRank de 9 para 5 como uma medida aparente para a sociedade. Isto daria, em primeira instância, uma visão de que o Google estaria aplicando uma regra clássica de punição em sua “subsidiária” do Japão.

Mas, veja os exemplos clássicos colocados por Aaron Wall:

Em meu pensamento, qualquer site que tivesse feito o mesmo que o Google Japão fez, receberia ao menos uma remoção da própria marca, além do seu PageRank ser transformado para n/a (ou cinza na Google Toolbar).

Mas não foi isso o que houve. O PageRank ficou em 5 e ao se procurar por Google Japão, o site continua aparecendo:

Convenhamos, ficou “barato” para o Google Japão, vocês não acham?

Google Bomb – “Mentiroso”

Ola leitores, como vão?

Hoje me deparei com um Google Bomb que não conhecia. Mas antes de falar dele, vamos definir o que e um Google Bomb.

O que é um Google Bomb?

Um Google Bomb nada mais é do que uma série de links que possuem uma âncora especifica, a qual “define” que uma página possui um certo conteúdo.

Em um Google Bomb, a página alvo não possui o conteúdo referenciado pela âncora dos links que apontam para ela.

Mas por que ele funciona?

O Google Bomb funciona por causa do princípio básico do Google. Ele considera a âncora de um link como um indicativo do conteúdo que a pagina apontada pode ter. Assim, se muitas pessoas indicarem o meu blog como “blog do queijo” posso começar a aparecer no Google para esta palavra-chave.

O Google Bomb “mentiroso”

O mais recente Google Bomb que tive conhecimento foi para a palavra “mentiroso”. Ao digitar esta palavra no Google, achamos em primeiro lugar a pagina da Wikipedia que descreve o presidente do Brasil: Lula.

O interessante para nos estudiosos de SEO é notar a pagina em cache, que possui um detalhe bem interessante no seu cabeçalho:

Estes termos aparecem somente em links que apontam para esta página: mentiroso

Ou seja, esta pagina sequer tem a intenção de rankear para a palavra “mentiroso”, mas uma série de links apontam para ela com tal palavra. Assim, isto caracteriza-se um Google Bomb.

Espero que tenham gostado deste post e até o próximo.

Programas de Afiliados e os Problemas com o Google

Olá leitores! Como estão?

Estive lendo um post no Professional Blogger onde o autor Diego Soares, mostrou sua “revolta” perante as “punições” que o Google vem fazendo as lojas virtuais que muitos blogueiros estão implementando em seus blogs.

Para quem nunca viu uma loja virtual, ela é uma aplicação que obtém informações de uma grande loja, como o Mercado Livre, Submarino, Lojas Americanas, Buscapé, TodaOferata e outros. De posse destas informações, o sistema exibe as palavras-chave mais buscadas ou dá a opção do usuário buscar por um produto. Assim, vários produtos são exibidos, e em cada um destes produtos existe um link para a grande loja com um parâmetro indicando de qual afiliado o “possível comprador” veio. Ao efetuar a compra o afiliado recebe uma percentagem da venda.

A revolta do Diego (Professional Blogger) é que recentemente sua loja virtual foi considerada conteúdo duplicado, depois de ter mais de 100 mil páginas indexadas no Google:

Nessa brincadeira, eu já havia conseguido cerca de 100 mil páginas indexadas no Google, e acredito que poucos conseguiram esse número com um simples loja…

Em seguida, ele faz um questionamento interessante:

O que aconteceu? O Google simplesmente removeu a loja do Bruno, removeu a minha loja dos termos de busca, e eu até acredito que várias pessoas foram prejudicadas também!

E a última pergunta para começarmos a nossa discussão:

Quem é o culpado? O Bruno? O Google?

Antes de qualquer discussão, vou aproveitar para definir como se caracteriza o conteúdo duplicado. O conteúdo duplicado é caracterizado quando o Google (ou outro mecanismo de busca) varre a internet e encontra uma replicação de um conteúdo ou parte dele. Assim ele tem um impasse: qual das duas páginas é mais relevante se ambas possuem o mesmo conteúdo?

Isto é facilmente resolvido pelo Google analisando o comportamento da Web. A página que será a mais importante é a que está em um domínio de mais autoridade e que possui uma maior quantidade de links apontando para ela.

Vamos fazer uma analogia simples: considere que o conteúdo de duas palestras seja o mesmo, mas um palestrante é o Erick Schmidt (CEO do Google) e o outro é o Fábio Ricotta (eu). Quem vocês acham que terá um público maior? Logicamente o Erick, pois ele tem mais autoridade perante toda a sociedade.

Isto acontece da mesma forma com os mecanismos de busca. Não adianta ter 100 mil páginas, 200 mil páginas, se o seu conteúdo é o MESMO do Submarino, do Mercado Livre ou de qualquer outro mais autoritário que você.

É um trabalho muito cruel este da loja virtual em site pequenos, pois você sempre está prestes a desaparecer nas buscas pelo conteúdo duplicado.

Creio que existam várias sugestões boas para melhorar a sua loja virtual, que é o que o Diego disse em um comentário no post:

O Google é muito esperto, mais eu estou elaborando um script em php para alternar os textos exibidos nos produtos, serão mais de 100 mil expressões de palavras, criadas com base no título dos produtos, principalmente dos notebooks… Vamos ver no que dá!

Creio que esta sugestão do Diego possa gerar alguns problemas a longo caso, mas tenho uma sugestão ainda melhor. Por quê você não cria uma área para reviews, onde os seus usuários podem classificar e dizer tudo sobre o que acharam do produto. Isto nunca será duplicado, pois cada site tem os seus usuários e possuem as suas idéias e experiências únicas.

Fazendo esta abertura o seu site ganha muito mais conteúdo, variações de palavras-chave dentro dos reviews e mais respaldo perante aos mecanismos de busca, que identificam que você está produzindo um conteúdo adicional.

Ainda sugerindo, invista o seu tempo em ferramentas para divulgação dos seus produtos (da sua loja), como um link para divulgar no Twitter, envio de produto por email, envio em redes sociais de conteúdo. Isto nunca é demais, pois com mais divulgação, suas chances de ganhar links aumenta.

Espero que este post seja de grande valia para a comunidade e espero ter ajudado com idéias criativas para o Diego e todos os outros.

Um abraço!

A Importância do Conteúdo para o SEO

Olá a todos!

Semana passada levantei uma enquete muito interessante perguntando a opinião dos leitores aqui do blog sobre o que é mais relevante para o rankeamento de uma página na web. O fator mais votado foi o conteúdo, com 21 votos ( 44% ), que é o objeto de discussão deste post.

Vou começar o meu raciocínio por uma pergunta básica: por que você acessa uma página na web?

  • Por causa do seu título?
  • Por causa de suas meta tags?
  • Por causa de quem te indicou?
  • Por que você deseja ver o conteúdo?

Creio que boa parte das respostas será sobre o conteúdo. Nesta relação de conteúdo inclui-se: imagens, vídeos, músicas e qualquer tipo de informação que possa ser obtido ao acessar a página.

Se para nós, seres humanos, o mais relevante é o conteúdo da página, por quê os mecanismos de busca não devem usar a mesma métrica? É um fato mais que óbvio.

O ponto no SEO é saber como utilizar este conteúdo a favor da sua página. Eu poderia citar N dicas de SEO para que vocês rankeiem melhor nos buscadores, mas a idéia central é mostrar um conteúdo único, relevante e que cative os seus leitores a falarem e comentarem sobre o seu conteúdo.

Você precisa produzir um conteúdo que o seu usuário salve no Delicious, indique a todos no Twitter, ou ainda crie um conteúdo que indique o seu. Este é o ponto: motivação.

Espero que tenham gostado deste post e já aproveitando a idéia, lanço agora mais uma enquete:

Qual o Principal Fator de Rankeamento de Uma Página?

Depois do evento do Google online, tive a idéia de criar uma enquete, perguntando a vocês leitores, qual o fator mais importante no rankeamento de uma página na web.

Para ajudar na escolha, indico o link da página de 200 fatores de rankeamento feita pelo SEOmoz com base em vários estudiosos de SEO do mundo todo.

Assim que finalizar esta enquete, vou escolher os mais votados para escrever artigos mais detalhados.

Um abraço a todos

A Origem do Termo “Search Engine Optimization”

Eu trabalho há 3 anos e meio com SEO e nunca se passou na minha cabeça em pesquisar pelo mais básico: a origem da palavra. Pois bem, cerca de 1 mês atrás li este post do Search Engine Land relatando quem era o real inventor da palavra “Search Engine Optimization”.

No artigo, o autor Bob Heyman confronta um fato atual da web: o Sr. Jason Gambert está tentando a patente do termo SEO (Search Engine Optimization), alegando que foi o primeiro usuário em 2007 (isto mesmo, em 2007) a usar o termo. O mais incrível é que eu tenho documentos escritos na época, falando de SEO, logo até eu possuo algo que possa confrontar o pedido de patente de Jason.

A real origem do termo SEO

O post do Search Engine Land cita que a origem do termo SEO foi relatada em 1997 no livro Net Results, que o próprio autor Bob Heyman juntamente com Leland Harden e Rick Bruner escreveram.

No livro, os autores mostram que o termo surgiu a partir de uma “conversa” entre o empresário de uma banda, quando ele questionou por que a página da banda estava na 4ª posição do buscador. Comparando as alterações atuais, Bob e Leland Harden constataram que o número de palavras-chave (Jefferson Starship) da página havia diminuido, assim o site havia caído de posição.

Assim que os designers de Bob retornaram com as palavras-chave “Jefferson Starship”, o site voltou a figurar na primeira posição do buscador.

Com isto, Bob e Leland chamaram esta nova área de Search Engine Optimization e logo após contrataram o seu primeiro SEOM (Search Engine Optimization Manager). Assim surgiu o SEO.

Primeira aparição concreta do termo SEO

Adam Audette postou em seu blog, uma história mais detalhada, cheia de imagens, que confronta a colocação do livro de Bob Heyman. Para Adam, e para muitos, fatos concretos valem mais do que palavras, então ele montou um tipo de linha do tempo do termo SEO.

A Wikipedia (EN) referencia um comentário de Danny Sullivan onde ele aponta que o termo SEO foi referenciado pela primeira vez em um post SPAM na Usenet.

Em uma busca na internet, Adam mostrou um link para o post referenciado pelo Danny Sullivan, o qual vocês podem ver abaixo. Atentem para o termo Search Engine Optimization destacado.

Até aí, esta era a primeira aparição online do termo Search Engine Optimization.

Mas esta é mesmo a primeira aparição do termo SEO?

Mas veja só o que o Adam encontrou: uma página de 15 de fevereiro de 1997 que prova que John Audette usou o termo Search Engine Optimization cerca de 5 meses antes do post SPAM referenciado na Wikipedia.

http://web.archive.org/web/19970801004204/www.mmgco.com/campaign.html

Na página do Multimedia Marketing Group (MMG), empresa online de John Audette, o termo aparece claramente:

Existem mais páginas criadas pela MMG que citam o termo, mas esta já é o suficiente para mudar a história.

Conclusões

Para mim, termo falado não garante muita coisa. Se não foi gravado ou escrito, não possui valor histórico.

Espero que tenham gostado deste mix de posts gringos, explicando a origem do termo SEO.

Até a próxima.

Minicurso de SEO para Blogs

Ministrei nos dias 22 e 23 de setembro um minicurso sobre SEO para Blogs no evento COMPOSIUM da Universidade Federal de Itajubá. O minicurso contou com cerca de 35 alunos e foi bem produtivo.

No primeiro dia passamos sobre como contruir um blog no WordPress.com e como realizar a instalação da plataforma WordPress em um servidor. Segue abaixo a apresentação do primeiro dia:

Seo Para Blogs 1

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Já no segundo dia, falamos muito sobre SEO, plugins e técnicas para ganhar visitas para o blog. Foi um papo muito legal e muita gente nem piscava  =)

Segue abaixo a apresentação:

Seo Para Blogs 2

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Fiquei muito contente em ministrar este minicurso na universidade onde me formei e atualmente faço mestrado. Pelo feedback os alunos também gostaram. Espero ministrá-lo mais vezes.

Um abraço